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,A Leveza do Pássaro Digital – Entrevista com Helena Cerello

Atualizado: Out 21

Por Marcio Tito.

Helena Cerello na divulgação de “O Peso do Pássaro Morto”. Fotos de Aurora Cerello


MT - Parabéns pelo trabalho, é bastante bonito e bem organizado. Vocês não lançaram o trabalho muito no começo do isolamento, e eu acho bonito que vocês que são artistas com uma trajetória, estejam disponibilizando as suas competências para produzir esse tipo de material. Dentro disso, como vocês tiveram tempo para refletir sobre o que queriam mesmo realizar e, talvez, tenham refletido inclusive acerca do trabalho dos colegas que já estavam em movimento de apresentar as suas obras no espaço digital? Deixo uma questão inicial...

O que vocês não queriam fazer nesse espetáculo? Quando eu vejo o trabalho de vocês, vejo muitas escolhas dentro do formato, claro, como toda obra de arte, mas nesse caso, escolhas para além da natureza da arte, intrínsecas de fato ao modelo “obrigatório”.


Helena - Obrigada por dedicar seu tempo, obrigada pelas palavras delicadas... Eu não sou tão experiente! Faço teatro há 20 anos, há 20 anos batalhando! Só agora estou fazendo algo mais direcionado ao público adulto, mas já trabalhei bastante com público jovem. Me formei em 2005, no Célia Helena... Lá eu tive ótimos professores, dentre eles o Nelson Baskerville, a Claudia Candiotto, Marcelo Lazaratto, Marco Antonio Rodrigues, o Marco Antonio Braz, e por isso eu tive uma formação muito voltada ao grupo.


Eu tenho amor pelo teatro, pela palavra “teatro”. Tenho um cuidado, um apuro. Mesmo o Mário Bortolotto que trabalhei também, naquela “estética suja”, traz amor pelo teatro! Tem preciosismo.


Então, o que eu não quis fazer? Não quis fazer algo “de qualquer jeito”.


O livro é muito longe do “qualquer jeito”. Não que as pessoas estejam fazendo suas coisas assim, ou que eu mesma esteja “acima” do “qualquer jeito” rs. Mas acontece que estou estudando esse livro há 1 ano.


Acredito nos processos longos. Para você se aprofundar em algo existe o salto quântico. Bom, se eu te disser que ela escreveu esse livro em 2 meses, você acredita? Mas ele [o livro] já estava nela. Como aqueles artistas japoneses que dizem “levei uma vida para fazer isso”, mas eles já têm 90 anos rs.


A coisa foi se decantando e o livro, nesse último ano, entre ler e adaptar, foi assim. Tudo era tão profundo! Então eu não podia fazer uma “menina infantil”, embora não soubesse como deveria ser, entende? Tem apuro na forma. O jeito que ela encadeia as frases... Parece até que é o jeito que a Aline quer que a gente diga. Quando surge “amor” em letras maiúsculas parece que você tem que falar “amor” com mais ênfase, e isso ficou muito presente, muito presente até na hora de memorizar o livro.


Assim, com o isolamento, quando vim ficar em um sítio, eu comecei a ensaiar na natureza e isso me influenciou. Senti que não podia ficar só comigo, assim passei a filmar. Às vezes eu via e achava tudo grotesco- e não podia ser grotesco, sabe? Porque o livro é delicado. Tem peso, mas tem leveza. Eu não podia deixar que não tivesse leveza.


A ideia do contraste, luz e sombra... No Célia Helena o Nelson [Baskerville] foi o professor que mais me disse “Não controla, não controla tudo!”. Eu vim da dança, minha tendência é ir para um modo mais construído.


O Nelson sempre me convidou ao risco, ao pulo, então esse lugar do risco existe.


Eu queria que tivesse risco, mas eu não queria o voo completamente livre. Um dia mostrei tudo ao vivo ao Nelson. Ele ficou positivamente impactado mas sentimos que se mostrássemos “aquilo” as pessoas não fluiriam. Parecia uma música nervosa, sem fluidez, e isso era algo que não estava no livro. A minha vontade era fazer tudo ao vivo, mas as pessoas ficariam enjoadas - como eu mesma cheguei a ficar em algum momento- então as coisas gravadas se impuseram.


As coisas gravadas foram necessárias. Eu queria fazer ao vivo, de uma só vez, mas queríamos que as pessoas tivessem a experiência, e que fosse “fácil” de que fluíssem naquilo. Eu tento me esvaziar, me conecto com aquela criança e esqueço o que vai acontecer, não sei se com isso te respondo...


Bom, assistimos alguns colegas sim, mas eu não tive por onde me basear. Mesmo o Marat, que admirei muito o trabalho, era outra plataforma, outra estrutura, com materiais caríssimos, com um técnico caríssimo que não poderíamos ter acesso. Nós fizemos na raça. Ninguém recebeu. Gosto de falar isso porque mostra como as pessoas estão abertas pra isso.


Os meninos dos Satyros, a gente olhava e achava bacana, mas também não era o que queríamos fazer. Então olhávamos e admirávamos, ficávamos encorajados, mas não era um espelho. Não queríamos também fazer uma live, porque preciso arcar com os compromissos que assumi, então veio a experiência do sympla.com, então assim, pelo sim e pelo não, tem sido muito bacana.


As pessoas têm pagado e isso coloca a economia criativa em movimento. Eu convido as pessoas, as pessoas aceitam, claro, mas outras pagam. Isso positiva a relação de termos um público. É muito bonito.


As pessoas falam da sensação de ir ao teatro, ouvir os sinais do teatro - às vezes eu sou muito otimista, eu sei, mas é isso. Eu queria que chegasse! Um menino escreveu que fomos muito reverentes ao livro, mas era pra ser isso mesmo! Falou também das coisas gravadas, mas teve que ser assim, sabe? Eu estou no mato, sem Wi-Fi rs, e eu quis contar o livro. Nada muito louco, embora eu goste da desconstrução. Mas, nesse caso, eu quis contar essa história mesmo, como o livro conta.


A minha pretensão foi essa. Tocar as pessoas. Chegar. Tocar o coração das pessoas.


Eu me lembro de dar carona para a Aline, que é um pássaro mesmo, delicada... Muito antes de ela lançar o livro, e ela me mostrar alguns poemas, insegura, me mostrando mesmo... Aí depois ela foi me contando que fazia a oficina do Marcelino Freire, e acabou sendo publicada desse jeito, porque o Marcelino foi apresentar o trabalho pra editora... E ela não perdeu isso. Ela continua com isso de “não saber”, percebe?


Como quando perguntam para as crianças orientais – vocês sabem nadar? Todos ali sabem nadar, mas dizem que precisam aprender ainda.


Todos corremos o risco do “saber”. Mas agora não é hora disso. Estamos trancados. Eu tomo esse cuidado. Temos que divulgar a peça, as pessoas tem que saber, mas é preciso ter a consciência de que estamos nessa hora. É um tempo de delicadeza. Ninguém conseguiu nada ainda. Ninguém conseguiu nada nessa hora. Estamos todos no “quase”.

Helena Cerello na divulgação de “O Peso do Pássaro Morto”. Fotos de Aurora Cerello.


MT - Você coloca as coisas de um jeito amplo e agudo. O menino que você citou é o Bruno Cavalcanti e, quando li a crítica dele no “Observatório do Teatro”, pensei a mesma coisa, pensei que de fato vocês talvez quisessem trazer a experiência de um modo mais aproximado do que é a apreciação literária.


Enfim, não é teatro... Mas dentro disso você constrói uma personagem. Isso é coisa rara na experiência digital que busca emular a instância do teatro, mas, quando os atores e as atrizes propõe as suas criações nesse formato, me parece que todos “fogem” da personagem em si.


Parece que o teatro presencial nos “constrange” a acreditar na personagem e os atores e atrizes sabem disso. Quando em casa, no digital, o público se libera para não acreditar naquilo e ficar olhando o ridículo da coisa, o ridículo de “sermos personagens nessa hora”. Como foi isso - a conversa com o Nelson, como é trazer personagem na oportunidade do digital?


Helena – Interessante a sua pergunta! Nós, ao fazermos, somos os primeiros a ver o ridículo da coisa. Quantos áudios o Nelson não me mandou brincando com as vozes! Ele ficava fazendo a voz, eu refiz muito... Não queríamos que ficasse muito “teatrinho”.


A personagem tem 52 anos e eu fazia uma velha! Ele dizia – Helena, eu tenho 58 e não falo assim! Então olhamos com profundidade para cada recorte. A criança também não podia falar de um jeito muito caricato. Eu sou palhaça, bom, não sou palhaça de nariz rs, mas tive e tenho muita intimidade com pessoas que são. O bom palhaço é aquele que desnuda os sentimentos! Que tem um lirismo, que não é só “o palhacinho”. Essa escola de ter convivido com o “Lá Mínima”, com “Os Parlapatões”, com a referência dos grandes mestres da palhaçaria... E é isso. Eu sempre pensei que é o ponto de vista dela, o ponto de vista que começa a história, então, quando ela canta uma música infantil, não importa que ela erre palavras, porque é uma criança. Aí eu comecei a cantar como eu entendia. As crianças podem não saber o que é morte, o que é curar, então eu comecei a cantar como uma criança que lembra das coisas.


Não precisava ser “perfeito”. A minha filha me imita, sabe? Então eu podia errar, era uma criança! Bom, quando ela fica adolescente, a personagem, foi também isso, me deixar levar, porque era ainda uma criança se deixando levar.


Você é novo, Tito, me parece ter o feminino bem curado, então você sabe, a gente ainda tem uma abertura pro amor nessa idade, pra leveza das coisas; então quando a gente está mais com a flor aberta, disponíveis mesmo, no livro vem um pé em cima da flor, sabe?

É muito duro. No livro as imagens estão abertas e eu tento me espantar com isso. Eu não preciso buscar a emoção, as palavras já trazem! O caminho é esse.


Na parte madura, onde ela está mais velha, aí sim eu precisei muito do Nelson.


MT - Um pouco mais atrás você falou sobre “criança infantil”. Isso me remete a uma impressão que tive, “criança adulta” e “mulher que carrega a infância”. Essas nuances ficam diante dos níveis de linguagem que o livro propõe, e acho que aqui está a dificuldade na sua construção.


Essas duas dimensões falam verbalmente de modos que não são exatamente próprios daquele momento da vida e, talvez, aí se revela a autora, a Aline, que é uma mulher jovem e que alcança essas duas dinâmicas com uma rara habilidade técnica, formal mesmo.

Nisso a poesia dela encontra algo super consciente do próprio processo e fica nítida a arte como realizadora dessa pergunta dificílima, como possibilidade para a fusão dessas duas instâncias.


Acho que o trabalho de vocês é um passo dentro do espaço digital. Vocês mesclam online e offline, coisa que o teatro presencial já havia experimentado quando exibe vídeos na hora da cena, mas coisa que eu não havia encontrado no digital.


Dentro disso, me cita algum comentário que alguém tenha feito e surpreendido você? Sobre alguém que disse algo que veio de um lugar estranho àquilo que você esperava enquanto leitura do trabalho...


Helena – O meu próprio marido! Ele sempre me ajudou, construiu cenário, deu suporte e assistiu outro dia só. Aí perguntei “deu pra notar o que é ao vivo e o que é gravado?”. Ele errou tudo! E veja, nós não quisemos gerar esse efeito, mas aconteceu. Sabe, eu tive o cuidado de não chamar de teatro. Por isso eu chamo de experimento. Claro, algumas pessoas tem expectativa se a gente diz que é teatro, mas como a gente entrega o que é de fato, às vezes as pessoas esquecem disso, esquecem que sou eu, enfim, é muito louco.


Eu acho isso muito bom. Quando a pessoa esquece que está em um celular, no zoom, e começa a ver a história. Uma pessoa disse que achou que parecia que a peça era pra ela, como se a conhecêssemos e estivéssemos falando só pra ela. Essa ponte criada, essa comunicação direta realiza a minha pretensão, a minha “metidez” rs.


Claro que a gente quer que a pessoa tenha uma boa experiência, né? É triste, cortante, pesado, mas tem que ser uma boa experiência. Quando a gente lê e depois vê, eu ficava apreensiva com isso, até com o que a Aline acharia!


Pra mim, o mais surpreendendo foi da Aline mesmo. Quando ela disse que não estava parecendo algo “dela”, choramos igual bebês! Foi muito forte. Foi muito forte. Mesmo quando a gente cortou uma hora e meia de texto...


Sabe, eu queria que fosse tudo ao vivo. Queria muito. Teria vida, seria uma aventura, mas seria um enjoo, uma loucura! Se você me dissesse – o que você gostaria de ter feito? Eu diria que gostaria de ter tido condições de ter feito ao vivo, mas como atriz eu sei que não seria agradável.

Helena Cerello na divulgação de “O Peso do Pássaro Morto”. Fotos de Aurora Cerello.


MT – Eu só percebi as coisas gravadas e as coisas ao vivo porque eu supus que fosse impossível você habitar aqueles tempos, mas de fato a navegação do espetáculo não determina que deva ser experienciado assim. Mesmo eu notando que você não poderia habitar aqueles espaços dissonantes em tempos tão curtos para um deslocamento, eu não sabia qual era a gravação, sabe? Talvez o que parecesse gravado fosse o online...


Helena – Todo o começo se passa embaixo, onde tem uma árvore centenária. A infância toda era ao vivo...


MT – Infância ao vivo rs, frase interessante.


Helena – Tínhamos umas imagens lindas, eu vinha correndo, e quando eu dizia ter 17 anos, me cobria com uma luz e ia andando... e, bom, tem pessoas aqui, né? O povo me via andando e dizendo “Que tesão, que tesão”. Era ridículo! Quase caí no lago, me perdi... Bom, dá pra ser tudo ao vivo, mas fica muito mais complicado.


Me filmar, dar pão pro cachorro, dirigir o carro, sentir culpa por dar pão pro cachorro! O Nelson ria, eu ria! Poderia dar tudo muito errado. Às vezes não dava pra me ouvir... Podia chover! Podia nem ter o pôr-do-sol. Enfim. Mas esse é o legal do teatro. Pode dar errado. Essa é uma emoção muito do teatro, então eu sinto um pouco de falta...


Mas assim como está a gente fica mais próximo de entregar algo que de fato chegue. Assim vai para além da nossa vaidade de fazer “do nosso jeito” rs...


MT – Você tem falado muito do que poderia ser ao vivo, do que é gravado, sobre o presencial também, sobre o digital, ainda que online... O que você acha que no digital se resolveu “melhor”? Quem sabe um dia se vocês entrarem em cartaz no presencial tenhamos já aqui o seu depoimento acerca do desconhecido que talvez nunca venhamos a de fato conhecer.


Helena – Vou te dar um exemplo. Eu enviava imagens pro editor e dava algumas indicações. Eu filmava e tentava definir os pontos que deveriam ser editados, pedia áudios, coisas assim. Aí o Dani entendeu o que eu falei, mas do jeito dele! Muitas vezes eu ia achando muito melhor do que eu havia pedido para ele fazer. Um dia o Nelson me disse que talvez eu não ouvisse a música, porque seria melhor assim para o público. Eu disse que tudo bem, que confiava. Então o grande aprendizado é isso, confiar. Eu sou super controladora, não vou dizer que não! Então a questão das imagens, do gravado, do jeito que foi feito pelo Daniel, com a sensibilidade do Nelson, acabou sendo um ballet. Dançamos bem! E veio a generosidade da Aline também. Acho que ao vivo... Bom, como trazer a natureza pro palco? Como vai ser trazer essa força pro palco. Como vai ser projetado? Eu ainda não sei rs... Cenas para o próximo capítulo!


MT – Muito obrigado... A sua disposição em elaborar sobre e pensar junto! Percebi que na sua fala você correu vários riscos, colocou em xeque coisas que você precisará realizar na apresentação que vem... Muita coragem a sua. Obrigado!


Helena – Obrigada você!!! Por ter dedicado seu tempo, suas palavras... São palavras delicadas! É lindo como você se dedica a entender o fazer. Tem poesia. Colocar amor nas coisas é mínimo, mas tem também poesia! Então obrigada pela conexão, pelos elogios... Eu fico honrada. Obrigada!


Abaixo, para talvez criar um segundo norte para a nossa conversa sobre o modelo digital - que existe para socorrer a experiência estética nessa hora de profunda resiliência das artes - Natália Beukers, atriz e produtora de conteúdo do @info_teatro, à convite do Deus Ateu, nos oferece um trecho acerca dessa hora.


Nos últimos meses, o teatro esteve no centro das discussões do mundo das artes. A experiência digital, ainda pouco conhecida entre nós, trouxe à tona diversos questionamentos a esse respeito. A principal dúvida é: encenar por meio digital é teatro? A meu ver, não é, e nem poderia ser, pois o teatro se trata da arte presencial por excelência. Além disso, tentar representar um texto da mesma forma que fazíamos no teatro, seria trabalharmos sobre um simulacro sem potencial. No entanto nestes tempos de confinamento a experiência virtual tem se mostrado necessária, uma vez que é, sobretudo, a única forma possível de estarmos em contato com os artistas de teatro! Sendo assim, deve-se ter como premissa a qualidade, buscando os melhores recursos dentro das novas possibilidades. Portanto ambas as experiências não devem se confundir: a experiência digital permite a expressão dramática, mas não permite a experiência teatral. Assim que for possível, buscaremos estar mais perto uns dos outros, e o teatro – experiência única e insubstituível – nos permitirá isso. Como disse o grande Domingos de Oliveira: “Há um momento em que o teatro acontece. Um único delírio, única energia, move todos. O público não resiste, entrega as mãos. E, de repente, é como se fôssemos todos um só: O Teatro acontece!”. - Natália Beukers.


@helenacerello @nelsonbaskerville @alinebei @nataliabeukers @info_teatro


Ao leitor, obrigado por ler a nossa entrevista.


Abaixo os integrantes do espetáculo:


ALINE BEI – autora


Depois de ganhar o Prêmio Toca, criado pelo escritor Marcelino Freire, escreveu em 2017 seu primeiro romance, “O Peso do Pássaro Morto”, pela Editora Nós. Com ele, foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura de 2018 na categoria Melhor Romance de Autor com Menos de 40 anos.


HELENA CERELLO – atriz


Trabalhou como atriz com os grupos Cemitério de Automóveis, Parlapatões, Pia Fraus, entre outros. Integra a Cia Le Plat du Jour, e colaboradora na criação dos espetáculos, sendo eles “ALICE no País das Maravilhas” (espetáculo indicado para o Prêmio Coca-Cola FEMSA de 2009 na categoria inovação do teatro e as artes circenses) e CINDERELA LÁ LÁ LÁ (Prêmio APCA de melhor espetáculo adaptado de conto clássico; São Paulo de melhor texto adaptado – 2015; indicação ao Prêmio de Melhor atriz no Prêmio Zilka Salaberry); espetáculo adaptado de conto clássico e Prêmio São Paulo de melhor texto adaptado - 2015); recebeu indicação ao Prêmio de Melhor atriz no Prêmio Zilka Salaberry. Foi indicada ao prêmio APCA juntamente com Raul Barretto por ter levado ao teatro as obras de Hundertwasser.


NELSON BASKERVILLE – diretor


Santista, é ator, diretor e autor teatral, além de artista plástico. Tem quatro indicações ao Prêmio Shell de melhor diretor por “As Estrelas Cadentes do Meu Céu são feitas de Bombas do Inimigo”, em 2013; por “Eigengrau”, em 2015, e por “Os 3 Mundos”, em 2018. Ganhador do Shell de 2011 por “Luis Antonio-Gabriela”.


DANIEL MAIA – Músico e ator


É sound designer e compositor. Colaborou com diretores como Gabriel Villela (indicado ao prêmio Shell de melhor música para Fausto Zero e Vestido de Noiva), Marcelo Lazzaratto, Maria Thais, Tadashi Endo, Alexandre Reinecke, Lígia Cortez, Marcio Aurelio, Dan Stulbach, Cia. de Dança Palácio das Artes (Prêmio Sesc/Sated – Melhor Trilha Sonora de Espetáculo de Dança de 2002 e Prêmio Sesc/Sated – Destaque Especial 12 anos em Trilha Sonora de Dança), Roberto Alencar, Mika Lins, Nelson Baskerville (indicado ao Prêmio Shell de melhor música com 1Gaivota – é Impossível Viver sem Teatro), entre outros. Ficha técnica do Experimento cênico visual inspirado no livro


O PESO DO PÁSSARO MORTO de Aline Bei.


Idealização e Atuação - Helena Cerello. Direção - Nelson Baskerville. Adaptação Dramatúrgica - Cristiana Britto, Helena Cerello, Nelson Baskerville. Música Original e Edição de Cenas - Daniel Maia. Figurino - Claudia Schapira. Assessoria de ilusionismo - Henry Vargas e Klauss Durães. Participação especial - Aline Bei e Aurora Cerello. Assessoria de imprensa - Fernanda Teixeira - Arteplural. Captação de Imagens - Helena Cerello. Fotos – Aurora Cerello. Assistência de produção - Janayna Oliveira. Participação especial canina – Caramelo e Borges. Arte do flyer – Voctor Grizzo. Redes sociais – Kevin Kachvartanian. Coordenação de Produção - Raul Barretto e Helena Cerello. Realização - Cia. VADABORDO.


- Sábados e domingos às 16h, até 27 de setembro. Duração – 50 minutos.

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